Ebooks - F


Falar Verdade a Mentir, Almeida Garrett

Peça que conta a história de Duarte Guedes, um mentiroso compulsivo, e do seu noivado com Amália. O obstáculo ao casamento é o vício incorrigível que Duarte tem de mentir, uma vez que o futuro sogro só lhe dará a mão da filha na condição de não apanhar o futuro genro em qualquer mentira, durante um dia. Peça teatral cómica de Almeida Garrett, que oferece como ambiente a cidade de Lisboa em pleno século XIX, onde se digladiam os interesses de duas famílias burguesas e dos seus criados num jogo entre amores e ambições, onde a mentira tropeça na verdade.



(Os) Fidalgos da Casa Mourisca, Júlio Dinis

Os Fidalgos da Casa Mourisca conta a história dos “fidalgos de Vilar dos Corvos”, uma família abalada por várias tragédias que vive numa antiga mansão localizada no Alto Minho, apelidada de “Casa Mourisca”. Último romance de Júlio Dinis, publicado postumamente em 1871. Os Fidalgos da Casa Mourisca foi escrito como um romance de crónica de aldeia, típico de Júlio Dinis, mostrando uma sociedade em mudança: de um lado, um velho solar quase desabitado, propriedade de uma aristocracia em decadência, representada por D. Luís, o dono da “Casa Mourisca”, do outro, uma nova burguesia rural, representada por Tomé da Póvoa, um antigo empregado de D. Luís que enriquecera.

A obra afirma o valor do trabalho como fonte de riqueza e felicidade, propondo como receita para a regeneração social, a fusão das qualidades positivas da aristocracia com as da burguesia que estava então em ascensão.


Folhas Caídas, Almeida Garrett 

«Folhas Caídas» é uma coletânea de poesia lírica de Almeida Garret e foi publicado sob anonimato. Pensa-se que Garret receava o escândalo pois grande parte do livro é a expressão literária do seu romance com a Viscondessa da Luz. O autor começa a obra por uma advertência ao leitor apresentando o poeta como um ser incompreendido e marginalizado. As Folhas Caídas representam o estado de alma do poeta.
Excerto: «Choro porque não te amei, Choro o amor que me tiveste; O que eu perco, bem no sei, Mas tu... tu nada perdeste: Que este mau coração meu Nos secretos escaninhos, Tem venenos tão daninhos, Que o seu poder só sei eu.»


Frei Luís de Sousa, Almeida Garrett 

Drama em três atos, ao estilo da tragédia clássica, conta-nos uma história sobre o peso do destino que se abate sobre Manuel de Sousa Coutinho, D. Madalena de Vilhena e a filha de ambos, uma família nobre do final do século XVI, num trágico desenrolar de eventos em que a fatalidade e os fantasmas do passado são elementos fatais para a felicidade conjugal e para a própria vida dos elementos da família.








Felicidade Clandestina, Clarice Lispector


Extrato: "Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme, enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava em mãos um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era de paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como "data natalícia” e “saudade"."

Sem comentários:

Enviar um comentário