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(O) Banqueiro Anarquista e Outros Contos Filosóficos, Fernando Pessoa

Em Dezembro de 1935, poucos dias depois da morte de Fernando Pessoa, ao ser revisto o seu apartamento onde vivera nos últimos anos da sua vida, descobriu-se algo surpreendente: uma arca contendo mais de 25 mil páginas, com poemas, contos, correspondência, diários, peças dramatúrgicas, documentos esotéricos, projetos literários inacabados e uma infinidade de tantos outros textos que aprofundam mais o enigma e a génio de Fernando Pessoa.
Deste espólio (considerado tesouro nacional em 2009) já saíram vários trabalhos que Fernando Pessoa nunca chegou a publicar em vida – sendo o mais importante deles, o já famoso “Livro do Desassossego” – e ainda hoje continuam a sair publicações com inéditos de Pessoa, compilados a partir de um extenuante trabalho de organização das imensas páginas dispersas.


(O) Barão de Lavos, Abel Botelho


A vida e queda de Sebastião, o Barão de Lavos, que se apaixona, um dia, por um jovem vendedor de rua. Com o intuito de aprofundar a sua relação com o rapaz, acolhe-o e educa-o nas artes e nas convenções da alta sociedade de modo a integra-lo nos círculos sociais da nobreza e da elite lisboeta, ignorando todos os riscos e perigos que sobre si recairiam com tais atos. Publicado em 1891, o Barão de Lavos é um dos romances da série intitulada “Patologia Social” em que Abel Botelho – seguidor do chamado neo-realismo – explora, expõe e põe em claro, fenómenos sociais do final do século XIX até então ignorados pela sociedade ou romantizados de uma forma não credível. O Barão de Lavos é o primeiro livro dessa série que abre logo com temas inéditos na literatura portuguesa até então: A homossexualidade e a pedofilia.


(A) Bela e a Fera, Clarice Lispector


Extrato: "Ele era triste e alto. Jamais falava comigo que não desse a entender que seu maior defeito consistia na sua tendência para a destruição. E por isso, dizia, alisando os cabelos negros como quem alisa o pelo macio e quente de um gatinho, por isso é que sua vida se resumia num monte de cacos: uns brilhantes, outros baços, uns alegres, outros como um "pedaço de hora perdida", sem significação, uns vermelhos e completos, outros brancos, mas já espedaçados".



Bichos, Miguel Torga

Bichos é um livro de contos da autoria de Miguel Torga, publicado pela primeira vez em 1940. Atingiu, em edição de autor, 11 edições. A última data de 1940.
Cada uma das histórias tem como personagem principal um animal, em luta com os elementos da natureza, Deus ou o Homem. Os mitos rurais e pastoris misturam-se com motivos religiosos e estão bem presentes na obra do autor, como se verifica em Vicente, a última das 14 histórias do livro. As restantes são Nero, Mago, Madalena, Morgado, Bambo, Tenório, Jesus, Cega-Rega, Ladino, Ramiro, Farrusco, Miura e O Senhor Nicolau.

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