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(O) Cavaleiro da Dinamarca, Sophia de Mello Breyner Andresen

O Cavaleiro da Dinamarca é um livro da escritora portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen (1919−2004), editado em Portugal em 1964.
A obra conta a história de um homem (cavaleiro) que vivia com a sua família e com os seus criados numa floresta da Dinamarca, no Norte da Europa. Numa noite de Natal, durante a ceia, quando todos estavam reunidos à volta da mesa, a comer e a contar histórias, o cavaleiro comunicou-lhes que iria partir em peregrinação à Terra Santa, para orar na gruta onde Jesus de Nazaré tinha nascido e que, dessa noite a um ano, estariam juntos de novo a festejar o Natal.
Na Primavera seguinte partiu e, levado por bons ventos, chegou muito antes do Natal às costas da Palestina, onde visitou todos os locais sagrados relacionados com a vida de Jesus.
Já de regresso à Dinamarca, uma tempestade violentíssima...


(A) Caveira da Mártir, Camilo Castelo Branco 

Um nobre alemão, que tem na sua posse um cofre com uma misteriosa caveira, procura desvendar os segredos da história da sua família. A verdade por detrás de tal caveira leva-o a descobrir eventos que ocorreram em Lisboa a 1733. Publicado em 1876, o romance “A Caveira da Mártir” foi um dos maiores sucessos comerciais da carreira literária de Camilo Castelo Branco, quando ainda era vivo e, tal como muitas das obras camilianas, é baseada em casos reais e históricos. Mas, ao contrário de outros romances, que seguem somente uma história linear, aqui é explorado um entrelaçado de histórias, interligadas pelas acções e domínio da Santa Inquisição na justiça portuguesa e da aplicação da pena capital.

Céu, Bocage (Poema)

A expressão poética da dor, da tristeza, em Bocage, elege o aspeto do mundo objetivo que melhor metaforiza o seu mundo interior e mais se ajusta à sua perene crise existencial: a natureza noturna, ensombrada e terrífica (ó Noite amiga,/ por cuja escuridão suspiro há tanto!), o mistério das trevas com seus tenebrosos habitantes (Fantasmas vagos, mochos piadores,/ Inimigos como eu da claridade! (...) Quero a vossa medonha sociedade). Por esta via, Bocage representa o ponto culminante do sentimentalismo sombrio no Pré-Romantismo português. Em sua obra, esta vertente sombria e saturniana do sentimentalismo encontra a sua expressão justamente no comprazimento do poeta com a infelicidade, com a solidão em lugares apartados, lúgubres e medonhos, no gosto da tristeza, das paixões avassaladoras e, enfim, na sedução pela morte e suas metáforas.

(A) Cidade e as Serras, Eça de Queirós 

A Cidade e as Serras, conta-nos a história de Jacinto, um indivíduo de posição social elevada e extremamente rico,que, tendo vivido uma existência de tédio em Paris, apesar de rodeado por todo o conforto, decide mudar-se para sua propriedade rural de Tormes, na serra portuguesa, encontrando aí o equilíbrio e a felicidade. Um romance de Eça, pertencente à última fase do escritor, que é caracterizada pela pacificação do artista, pela sua visão mais optimista, pelo corte com a corrente literária do realismo e o abandono do tipo de romance crítico.
O livro foi editado postumamente, em 1901, e denuncia um aspecto importante da vida do escritor nos seus últimos anos de vida nos quais Eça escreveu várias cartas aos seus amigos em que denuncia essa ânsia por uma vida de família que o retempere do «descampado do sentimentalismo» de que estava cansado. Nesse contexto Queirós faz uma comparação entre a vida módica e agitada de Paris  (cidade em que viveu desde 1895, exercendo o cargo de cônsul, até à sua morte em 1900) e a vida tranquila e pacata na cidade serrana de Tormes num percurso de regresso às origens. É pois um romance que assume várias conotações simbólicas ideológicas e simbólicas sobretudo a oposição cidade-campo.



(O) Conto da Ilha Desconhecida, José Saramago

Extrato: 
"Narrador: Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe:


Homem do barco: Dá-me um barco.

Narrador: A casa do rei tinha muitas mais portas, mas aquela era a das petições. Como o rei passava todo o tempo sentado à porta dos obséquios (entenda-se, os obséquios que lhe faziam a ele), de cada vez que ouvia alguém a chamar a porta das petições fingia-se desentendido, e só quando o ressoar contínuo da aldraba de bronze se tornava, mais do que notório, escandaloso, tirando o sossego à vizinhança, as pessoas começavam a murmurar:

Pessoas do reino (murmurando): Que rei temos nós, que não atende?"



Contos de Eça de Queirós, Eça de Queirós

Antologia de Contos escritos por Eça de Queirós. São 17 contos nos quais se destacam os contos “Singularidades de uma rapariga Loira”; “A Aia”; “O Tesouro”; “O Suave Milagre” e “Civilização”. Publicados em diversos jornais e revistas ao longo da sua carreira, como contribuidor jornalístico, e reunidos pela primeira vez em 1902, os “Contos de Eça de Queirós” são o reflexo do trabalho do autor como contista.








Contos e Fantasias, Maria Amália Vaz de Carvalho

Contos e Fantasias é uma reunião de 15 contos de Maria Amália Vaz de Carvalho, a primeira mulher a ingressar na Academia das Ciências portuguesa, uma escritora de grande versatilidade pois, para além de contos escreveu obras poéticas ensaios, biografias e críticas literárias.
Neste Contos e Fantasias dão-se a conhecer todo o género de personagens: nobres, plebeus, feias, bonitas, más, boas, simples, complicadas, alegres, tristes, fortes, e fracas. Cada conto trata de vidas diferentes, personagens que nada os liga a não ser a caneta da autora.



Contos e Textos de Camilo Castelo Branco, Camilo Castelo Branco


Uma coletânea de contos, histórias e textos de Camilo Castelo Branco, entre os quais se incluem “A Senhora Rattazzi”, “Uma Praga Rogada nas Escadarias da Forca”, “A Suicida”, “A Espada de Alexandre” e “O Arrependimento”. Para além dos seus vários e numerosos romances, Camilo Castelo Branco deixou um legado enorme de contos, histórias e textos inéditos, para além de folhetins, poesias, ensaios, prefácios, traduções e cartas – tudo com assinatura própria ou os menos conhecidos pseudónimos, tais como “Manoel Coco”, “Saragoçano” “A.E.I.O.U.Y”, “Arqui-Zero” e “Anastácio das Lombrigas”. Esta Coletânea reúne alguns desses contos, histórias e textos mais populares.



Contos Fantásticos, Teófilo Braga

Coletânea de contos com temas de paixões frenéticas, conducentes a suicídios, mortes, traições, renúncias extremas. Uma das primeiras incursões, feitas por um autor português, no universo da literatura fantástico-gótica, muito pouco validada em Portugal na altura. Anteriormente publicados no Jornal do Comércio e na Revista Contemporânea de Portugal e Brasil, estes ditos “contos góticos” de Teófilo Braga, refletem no autor uma direta influência de leituras de Hoffman e de Edgar Allan Poe, tal como o seu conhecimento da filosofia esotérica de Swedenborg. Apesar disso, poder-se-à dizer que estas primeiras (e únicas) incursões de Teófilo Braga neste estilo literário, não foram de todo bem sucedidas.




Coração, Cabeça e Estômago, Camilo Castelo Branco

Romance que conta a história de Silvestre da Silva, em três grandes fases da sua vida. Uma primeira em que ele se dedica aos seus amores e às “coisas do coração”, às quais ele depois diz ser uma “tolice brava”; a uma segunda fase ao “intelecto” e. finalmente, a uma terceira em que afirma render-se aos apelos do estômago até morrer. Um curioso romance de Camilo Castelo Branco, talvez inédito para as ideias da época, utilizado pelo autor para denunciar alguns maus hábitos da sociedade do seu tempo. Nesta sua obra, Camilo fá-lo dizendo, de forma subliminar, que as ações e as disposições do “Homem”  seguem, no fim de contas, a espontaneidade e a vontade do corpo.



(O) Coração Disparado, Adélia Prado 



Extrato: “Na cama larga e fresca um apetite de desespero no meu corpo. Uivo entre duas mós. Uivo o quê? A mão de Deus que me mói e me larga na treva. Na boca de barro, barro. Quando era jovem pedia cruz e ladrões pra guarnecer meus flancos. Deus era fora de mim. Hoje peço ao homem deitado do meu lado: me deixa encostar em você pra ver se eu durmo.”






(O) Crime do Padre Amaro, Eça de Queirós

A história de Amaro, um jovem padre que entrara para a vida eclesiástica graças à imposição de uma nobre beata que o tinha sob sua guarda. Sem vocação nenhuma, o jovem padre aceita o seu destino passivamente, abraçando a sua profissão sem entusiasmo. Destacado em Leiria, conhece Amélia que lhe desperta a paixão e a luxúria, levando-o a trair os votos de castidade proferidos na sua ordenação. Grande marco do Realismo em Portugal, publicado originalmente em 1875, O crime do padre Amaro  é a obra mais polémica de Eça de Queirós que levou a que houvesse grandes protestos por parte da Igreja Católica, não só dentro de Portugal, mas também do próprio Vaticano.



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