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Leandro, o Rei da Helíria, Alice Vieira



O Rei Leandro teve um sonho em que o seu reino se afastava. Para ele, isso significava um aviso dos deuses para deixar de governar. Como tinha três filhas (Amarílis, Hortênsia, Violeta), resolveu dar o reino àquela que demonstrasse mais amor por ele. Hortênsia respondeu que precisava do pai como precisava do Sol, Amarílis disse que dava a vida pelo pai, e Violeta disse gostar do pai como a comida do sal. O rei, zangado, expulsou Violeta do seu reino. Então, ele decidiu que iria viver seis meses com cada filha...


(A) Legião Estrangeira, Clarice Lispector


Extrato: "Qualquer que tivesse sido o seu trabalho anterior, ele o abandonara, mudara de profissão, e passara pesadamente a ensinar no curso primário: era tudo o que sabíamos dele.
O professor era gordo, grande e silencioso, de ombros contraídos. Em vez de nó na garganta, tinha ombros contraídos. Usava paletó curto demais, óculos sem aro, com um fio de ouro encimando o nariz grosso e romano. E eu era atraída por ele. Não amor, mas atraída pelo seu silêncio e pela controlada impaciência que ele tinha em nos ensinar e que, ofendida, eu adivinhara. Passei a me comportar mal na sala"...




Lendas e Narrativas, Alexandre Herculano

As Lendas e Narrativas de Alexandre Herculano, são um conjunto de histórias de raiz popular da história medieval de Portugal. Publicadas em dois volumes, em 1851, estas “Lendas e Narrativas”  de Alexandre Herculano são uma coletânea de histórias publicadas entre 1839 e 1844 nas revistas O Panorama e A Ilustração. Nelas Herculano aborda vários períodos da história da Península Ibérica. É evidente a preferência do autor pela Idade Média, época em que, segundo ele, se encontravam as raízes da nacionalidade portuguesa. No prefácio original, Herculano considera as pequenas narrativas “monumentos dos esforços do autor para introduzir na literatura nacional um género amplamente cultivado, nestes nossos tempos, em todos os países da Europa”, esperando que venham a constituir “a sementinha de onde proveio a floresta”, “um marco humilde e rude” na história literária portuguesa.




Lengalengas e Rimas do Arco-da-Velha (Luso Livros)


“O que é uma lengalenga?” Poderão alguns perguntar. Ora, bem, uma lengalenga é uma cantilena, uma rima ou um texto curto, na qual se repetem determinadas palavras ou expressões que permitem que a mesma se decore com facilidade. Geralmente estão associadas a brincadeiras e jogos infantis e são transmitidas de geração em geração, havendo algumas que são ditas e cantadas à centenas de anos.






(O) Livro de Cesário Verde, Cesário Verde

O livro que reúne as poesias de Cesário Verde, o chamado “Poeta Deambulatório” – que passeia, vê e escreve versos daquilo que observa. Este compêndio, editado pela primeira para o público em 1901, fez famoso Cesário Verde, tornando-o num dos mais importantes poetas portugueses, visto como o primeiro precursor da poesia moderna que seria feita em Portugal no século XX. Infelizmente, Cesário nunca veria o efeito do impacto dos seus poemas revolucionários ou gozaria dos louros do seu trabalho pois quando a fama lhe bateu às portas, Cesário já tinha morrido há 15 anos, de tuberculose, com apenas 31 anos de vida.

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