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(A) Pérola, John Steinbeck

Baseada num conto popular americano, A Pérola constitui uma inesquecível parábola poética sobre as grandezas e as misérias do mundo tão contraditório em que vivemos. É assim, a história comovente de uma pérola enorme, de como foi descoberta e de como se perdeu… levando com ela os sonhos bons e maus que representava, mas é também a história de uma família e da solidariedade especial entre uma mulher (Juana), um pobre pescador índio (Kino) e o filho de ambos (Coyotito).





Poemas Completos de Alberto Caeiro, Fernando Pessoa

Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro, que reúne todos os poemas publicados nos livros “O Guardador de Rebanhos”, “O Pastor Amoroso” e “Poemas inconjuntos”. Alberto Caeiro foi, como admitiu muitas vezes Fernando Pessoa, um dos seus heterónimos que mais gostava e admirava. Foi criado quando um dia Fernando Pessoa se lembrou de fazer uma partida ao seu amigo, o escritor Mário de Sá-Carneiro, mandando-lhe um poema e dizendo que era de um suposto conhecido. Em mais detalhe, Fernando Pessoa escreveu que o imaginou como tendo nascido em Lisboa, em 1889 e morrido em 1915, mas que viveu quase toda a sua vida no campo, com uma tia-avó idosa, porque tinha ficado órfão de pais cedo.


(Os) Poemas Completos de Álvaro de Campos, Fernando Pessoa

Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, que reúne toda composição poética assinada com o seu nome. Álvaro de Campos é um dos heterónimos mais conhecidos de Fernando Pessoa e, tirando Bernardo Soares, talvez o alter ego que mais se aproxima de Fernando Pessoa ortónimo.
Engenheiro naval e viajante, Álvaro de Campos é configurado “biograficamente” por Pessoa como vanguardista e cosmopolita, espelhando-se este seu perfil particularmente nos poemas em que exalta, em tom futurista, a civilização moderna e os valores do progresso. Cantor do mundo moderno, o poeta procura incessantemente “sentir tudo de todas as maneiras”, seja a força explosiva dos mecanismos, seja a velocidade, seja o próprio desejo de partir. “Poeta da modernidade”, Campos tanto celebra, em poemas de estilo torrencial, amplo, delirante e até violento, a civilização industrial e mecânica, como expressa o desencanto do quotidiano citadino, adotando sempre o ponto de vista do homem da cidade.

Poemas Completos de Júlio Dinis, Júlio Dinis

Coletânea de todos os poemas de Júlio Dinis, escritos ao longo da sua vida, com anotações do próprio autor a explicar ou a justificar alguns poemas. Júlio Dinis, nunca publicou um livro de poemas em vida, apesar de os escrever esporadicamente para jornais ou folhetins. Não foi, pois, com grande surpresa, que três anos após o seu falecimento, em 1874, tenha sido publicado o livro “Poesias” que reúne mais de 100 poesias escritas por Júlio Dinis ao longa da sua vida, incluindo a juventude.
Apesar de não ter sido um marco poético, o livro foi muito popular na altura, em parte porque Júlio Dinis já revelara nos seus romances, o seu talento para compor poemas com um tom alegre e ritmado.




Poemas Completos de Ricardo Reis, Fernando Pessoa

Antologia poética do heterónimo de Fernando Pessoa, Ricardo Reis, que reúne toda composição poética assinada com o seu nome. Ricardo Reis, o poeta epicurista, é um dos mais conhecidos heterónimos de Fernando Pessoa que se demarca pela serenidade e a calma com que demonstra encarar a vida através dos seus poemas.
O poeta nasceu na mente de Fernando Pessoa em 1913 quando lhe veio à ideia escrever “uns poemas de índole pagã”. Do fruto dessa inspiração surgiu Ricardo Reis, um médico com talento para a poesia, amante da literatura clássica e defensor do preceito grego do “carpe diem” – o conceito filosófico que proclama o viver para o momento presente, centrado sobretudo no prazer pessoal.




Poemas de Alcipe, Marquesa de Alorna

Conjunto de poemas da poetisa Alcipe, pseudónimo de D. Leonor, mais conhecida pelo seu título nobiliárquico: Marquesa de Alorna. D. Leonor de Almeida Portugal Lorena e Lencastre, mais conhecida por Marquesa de Alorna, foi a primeira poetisa portuguesa, escrevendo e publicando obras líricas numa altura em que às mulheres era, em grande parte, vedada a publicação de trabalhos literários próprios.







Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas, Bocage

Um dos livros mais polémicos da literatura portuguesa, as “Poesias Eróticas, Burlescas e Satíricas”, de Bocage, é uma antologia poética que retrata a faceta mais excêntrica do poeta português. De grande controvérsia, esta antologia de poemas eróticos e satíricos só foi publicada, pela primeira vez, cerca de cinquenta anos após o falecimento de Bocage. Corria o ano de 1854 e apareceram na sequência de uma publicação das obras completas, em 6 volumes, do autor. Para evitar os tribunais e a sua apreensão, a obra saiu clandestinamente, sem editor explícito e com um local de edição fictício na capa: Bruxelas. Este facto – de não se referir o editor em obras polémicas – foi prática comum até à implantação da República em 1910. 


(O) Primo Basílio, Eça de Queirós

Luísa, presa a um casamento sem amor e a um marido constantemente ausente em trabalho, encontra um meio de escape da sua vida rotineira, puritana e conservadora, ao envolver-se amorosamente com o seu primo Basílio, um seu antigo namorado, que fez fortuna no Brasil e que chegara recentemente a Lisboa. Após criticar fortemente a mentalidade ultra-religiosa da província portuguesa do século XIX com a sua obra “O Crime do Padre Amaro” e de escandalizar o país com um tema tão controverso que enraiveceu a Igreja, Eça de Queirós volta a cometer o mesmo feito, quebrando novos tabus literários, somente três anos depois, em 1878, com a publicação da sua obra “O Primo Basílio”; desta vez tendo a classe média, burguesa e citadina, como figura de crítica e tendo o Adultério como tema controverso.


(As) Pupilas do Sr. Reitor, Júlio Dinis


A história dos amores e dos desencontros das órfãs Clara e Guida educadas por um velho pároco, no cenário da vida campestre portuguesa do século XIX. Cenário este, povoado por personagens cuja bondade só é maculada pelo moralismo quase ingénuo de “comadres intriguistas” que contribuem para o conflito amoroso. 
Júlio Dinis apresenta-nos a sua visão bucólica,  pitoresca e romântica da vida, não descrevendo as dificuldades da vida campesina, não fazendo denúncias de foro social ou criticando costumes e mentalidades, como fazia Eça de Queirós, praticamente na mesma altura. No entanto, o romance, “As Pupilas do Sr. Reitor” tal como os seguintes, revela um profundo conhecimento do autor relativamente a hábitos locais, expressões e costumes próprios do cenário que descreve, isto porque Júlio Dinis criava efetivamente narrativas de lugares que conhecia e amava, (neste caso, a zona de Ovar), sem quaisquer pretensões de agitar ou modelar consciências, mas apenas de entreter e de deleitar. 

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