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Tintim Explorando a Lua, Hergé



Toda Poesia, Paulo Leminski (Poesia)

Paulo Leminski foi corajoso o bastante para se equilibrar entre duas enormes construções que rivalizavam na década de 1970, quando publicava os seus primeiros versos: a poesia concreta, de feição mais erudita e superinformada, e a lírica que florescia entre os jovens de vinte e poucos anos da chamada “geração mimeógrafo”. Ao conciliar a rigidez da construção formal e o mais genuíno coloquialismo, o autor praticou ao longo de sua vida um jogo de gato e rato com leitores e críticos. Se por um lado tinha pleno conhecimento do que se produzira de melhor na poesia – do Ocidente e do Oriente –, por outro parecia comprazer-se em mostrar um “à vontade” que não raro beirava o improviso, dando um nó na cabeça dos mais conservadores. Pura artimanha de um poeta consciente e dotado das melhores ferramentas para escrever versos. Entre a sua estreia na poesia, em 1976, e a sua morte, em 1989, a poucos meses de completar 45 anos, Leminski iria ocupar uma zona fronteiriça única na poesia contemporânea brasileira, pela qual transitariam, de forma legítima ou como contrabando, o erudito e o pop, o ultraconcentrado e a matéria mais prosaica.



(Os) Tripeiros, António José Coelho Lousada

A história de uma lenda. Uma lenda envolta em factos históricos e que nos conta como os habitantes do Porto ganharam a alcunha de “tripeiros”. Corria o ano de 1384. O Reino de Castela, aproveitando a disputa pelo trono português deixada com a morte de D. Fernando I, invade Portugal tomando de assalto as cidades mais importantes do país: Lisboa, Porto e Coimbra. Sitiadas as cidades e isoladas umas das outras, coube aos cidadãos arranjarem meios de lutar com os seus próprios meios e sem contar com a ajuda externa. Foi a cidade do Porto a primeira a conseguir livrar-se dos invasores, fazendo jus ao cognome que séculos depois lhe atribuíram e que D. Maria II ratificou: a Cidade Invicta, ou seja, a não conquistada, devido aos múltiplos feitos valorosos dos seus habitantes que sempre souberam resistir aos invasores, fossem eles espanhóis, franceses e ingleses; e de ser sempre o último bastião de proteção do reino em guerras civis.

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